Glaucoma: uma doença silenciosa

O Glaucoma pode levar a cegueira

Uma das principais causas de cegueira em pessoas adultas é o Glaucoma. Essa é uma doença ocular muito séria que se desenvolve devido ao aumento da pressão interna do olho.

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, é estimado que aproximadamente 2% a 3% da população acima dos 40 anos de idade tenha Glaucoma no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS), tem a expectativa de que existam 80 milhões de pessoas com o problema em 2020 e o número ultrapasse os 110 milhões em 2040.

O Glaucoma é uma doença séria que pode ser diagnosticada em pacientes de diversas idades, porém se manifesta mais comumente em idosos e adultos com idade a partir dos 40 anos.

Continue a leitura deste post e conheça mais sobre a doença!

O que é o Glaucoma?

O Glaucoma é uma doença que se caracteriza pela alteração do nervo óptico, levando a um dano irreversível das fibras nervosas. A perda dessas fibras causam danos permanentes e como consequência, diminuição do campo visual.

Essa lesão pode ser causada pelo aumento da pressão ocular ou alterações do fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico. O Glaucoma provoca um estreitamento do campo visual. A pessoa vai perdendo a visão periférica (vê bem o que está na sua frente, mas não enxerga o que está dos lados).

A perda da visão pode ocorrer lentamente ao longo dos anos, de forma gradual e minuciosa, por isso o Glaucoma é conhecido como uma doença silenciosa. O que agrava a doença ainda mais, é o fato dos danos causados serem irreversíveis.

Em muitos casos quando a perda da visão é percebida e o diagnóstico é feito, o nervo óptico costuma já estar bem danificado e a visão periférica muito comprometida. Como a doença não costuma apresentar sintomas a princípio, a consulta ao oftalmologista deve ser frequente para a detecção dos fatores de risco.

Fonte: Ativo Saúde

Quem é acometido pela doença?

O Glaucoma pode atingir pessoas em todas as idades, mas é mais comum nos pacientes idosos, em maior potencial após os 50 anos. A partir dos 40 anos, as pessoas começam a ter o que é conhecido como vista cansada e desse diagnóstico para frente é interessante que o paciente comece a frequentar o oftalmologista com mais frequência.

Pessoas que têm parentes portadores de glaucoma, indivíduos com mais de 40 anos, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos, portador de cardiopatia, negros e vítimas que sofreram traumas ou lesões na região ocular devem estar ainda mais atentos à realização dos testes de rotina.

Segundo o Ministério da Saúde, a  predominância da doença é três vezes maior e a chance de cegueira é seis vezes maior em latinos e afrodescendentes em relação aos caucasianos. Por isso, pessoas dessas etnias devem estar ainda mais atentas aos problemas de vista.

Quais os tipos de glaucoma?

O Glaucoma é uma doença que apresenta variações. Veja quais são elas:

Glaucoma primário de ângulo aberto: esse tipo é assintomático e pode atingir pessoas a partir dos 40 anos. É o mais comum entre os casos da doença, representando 80% dos diagnósticos realizados.

A pressão intraocular, neste caso, sobe lentamente devido ao mau funcionamento do ângulo de drenagem do olho. Os extremos do campo visual são os primeiros a serem afetados, diminuindo cada vez mais a visão periférica, e caso não seja tratado, compromete toda a visão.

Glaucoma primário de ângulo fechado: mais comum entre asiáticos e portadores de hipermetropia. Causado por um aumento súbito de pressão intraocular, esse tipo apresenta como sintomas forte dor de cabeça e nos olhos, além de visão turva, ou seja, embaçada.

Glaucoma congênito: pode se manifestar no nascimento ou na infância. Ocorre devido a má formação no sistema de drenagem do fluido do olho. Apresenta como sintomas olhos sem brilho e com coloração azulada, lacrimejamento em excesso, sensibilidade a claridade e aumento no tamanho do globo ocular.

Glaucoma de pressão normal: com causas desconhecidas, esse tipo da doença causa nervo ao dano óptico sem a elevação da pressão intraocular. Está associado a problemas vasculares.

Glaucoma secundário: o aumento da pressão intraocular é motivado por fatores externos, como inflamação, trauma e uso de colírios de corticóide sem indicação médica.

Uma vez diagnosticado, o tratamento do Glaucoma deve ser começado imediatamente. Acompanhe como ele é realizado a seguir!

Existe cura para o Glaucoma?

O Glaucoma não possui cura e a perda de visão causada pela doença é irreversível. Por essa razão, é importante identificar a doença o quanto antes pois os tratamentos são muito eficazes e impedem o avanço da doença.

Tratamentos para o Glaucoma

O tratamento deve ser levado a sério desde o seu começo e o paciente não pode abandoná-lo assim que perceber as melhorias. Como o Glaucoma não tem cura, o tratamento estabiliza a doença impedindo que os danos causados à vista aumentem.

Após o diagnóstico, o tratamento vai desde a utilização de colírios, que baixam a pressão ocular, a cirurgias e uso de laser.

 

Com o tratamento de Glaucoma, os idosos afetados por essa doença conseguem dar continuidade às tarefas do seu dia a dia, retomando a sua vida.

Prevenção:

A melhor maneira de prevenir o glaucoma é consultar um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Sendo uma doença crônica e sem cura, ele pode ser controlado com o uso de medicamentos apropriados que normalizam a pressão intra-ocular e impedem que a doença avance provocando a perda da visão.

Gostou do post? Tem dicas e sugestões para tratamento e prevenção desta doença? Conta pra gente nos comentários.

Postado em