5 dicas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com Parkinson

O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa que pode ocorrer em qualquer fase da vida. Contudo, é muito mais frequente em idosos. O envelhecimento da população é a principal causa do aumento no número de casos: estima-se que 200 mil pessoas sofram com a doença no Brasil. Apesar dos avanços científicos, a enfermidade, de causa desconhecida, continua incurável e progressiva. Há comprometimento dos movimentos e do equilíbrio, mas se tiver acompanhamento certo e bons hábitos o parkinsoniano pode conviver melhor com a doença.

Como a prevalência da doença continua a crescer, é importante sensibilizar e educar as famílias a respeito das condições de seus entes queridos, informando os sintomas de Parkinson e as opções de cuidados disponíveis para aqueles que foram diagnosticados com a doença.

O que é o Parkinson?

Segundo a Associação Brasil Parkinson, a doença ocorre devido à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância, a dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. Com a diminuição ou em alguns casos mais graves, a inibição completa dessa substância, o corpo passa a não obedecer mais aos comandos cerebrais, limitando os movimentos e o equilíbrio, causando tremor e rigidez dos membros.

O conjunto de sintomas é formado pelos movimentos involuntários, os tremores, principalmente quando a pessoa está em repouso, além de lentidão nos movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, instabilidade postural, caminhada em marcha característica, constipação, depressão e alterações na fala, na deglutição e na escrita. Contudo, é importante lembrar que os sintomas da Doença de Parkinson podem variar conforme a pessoa. Se alguns indivíduos apresentam sintomas graves, em outros, os sintomas são mais leves.

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.

Como tratar?

Como já dissemos, a Doença de Parkinson é mais frequente entre idosos. É preciso diagnosticar o quanto antes. Percebendo os sintomas já citados, busque levar o idoso a um neurologista, só ele poderá fazer um estudo sobre a condição do paciente. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor para a manutenção da qualidade de vida.

O Mal de Parkinson não tem cura, pois ainda não existem medicamentos disponíveis capazes de curar ou evitar efetivamente a degeneração das células nervosas. O tratamento visa combater os sintomas e retardar a progressão da doença, permitindo ao paciente ter uma vida independente e com qualidade, durante muitos anos. Há muitas opções terapêuticas que tornam a doença menos incapacitante. O tratamento, em geral, é multidisciplinar – envolve médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, cuidadores, educadores físicos, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, e claro, a família. Há ainda os medicamentos, que podem auxiliar na redução dos sintomas, facilitando as atividades diárias. O tratamento clínico bem feito, com as drogas certas, mais o acompanhamento multidisciplinar, vão garantir essa qualidade de vida do paciente.

Como os sintomas do parkinsonismo só tendem a piorar, as necessidades de cuidados da pessoa doente também aumentarão. É importante observar as suas dificuldades durante a rotina diária, para auxiliar da melhor forma possível nas tarefas que não conseguem mais o mesmo desempenho. Ações corriqueiras como andar e pegar um objeto tornam-se complicadas.

Confira a seguir 5 dicas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com Parkinson!

1- Apoio familiar

Nesses cuidados, a família tem um papel essencial. Além de contribuir para que os medicamentos sejam administrados nos horários corretos, os familiares são aqueles que ajudarão no dia a dia do ponto de vista das necessidades física e emocional. Todos da família devem participar do tratamento para conhecer o problema a fundo, aprender a lidar, tirar dúvidas do dia a dia e contribuir para o bem-estar e conforto do idoso. E, acima de tudo, devem ser os maiores incentivadores para que o paciente se mantenha sempre ativo.

É importante ter em mente que as pessoas que desenvolvem Parkinson geralmente tiveram uma vida independente e ativa. Por isso, é necessário respeitar as vontades da pessoa, que ninguém force o paciente a fazer atividades que não o agradem ou exijam velocidade na execução das tarefas. Um tratamento ríspido durante esse processo poderá reprimir o indivíduo, deixando-o triste, com sentimento de incapacidade e desacreditado de suas capacidades.

2- Ambiente seguro para a casa

Como há comprometimento dos movimentos, organize a casa de modo a não oferecer perigo ao idoso. Atitudes simples podem ser aplicadas em toda a casa, com objetivo de criar um ambiente seguro e evitar quedas para a pessoa dentro do lar. Para isso, retire tapetes, objetos menores e difíceis de perceber que podem ocasionar uma queda. Tenha certeza de que a iluminação é adequada para ajudar a minimizar a tensão ocular.

Certifique-se também de que todos os fios e extensões estão livres do percurso da pessoa. Mantenha um abajur ao lado da cama do idoso para que ele possa acender sempre que se levantar. Cuidado com animais de estimação, um cachorro que se coloca no caminho ou sobe pelas pernas pode causar desequilíbrio. Os ajustes no banheiro também podem ajudar e muito a pessoa com Parkinson. Coloque um assento elevado que exige menos esforço ao se levantar, use tiras antiderrapantes e evite tapetes no banheiro, instale corrimões no chuveiro e utilize uma cadeira no box do chuveiro isso deixará o idoso mais seguro na hora do banho.

3- Atividades físicas

As atividades físicas são essenciais, é preciso ver com o especialista qual é a mais indicada para o paciente. A musculação trabalha a musculatura essencial do parkinsoniano garantindo equilíbrio, postura e prevenindo quedas. A caminhada feita diariamente ajuda a amenizar dores e trabalha o equilíbrio do idoso. A intenção é deixar os músculos mais flexíveis. Outro fenômeno comum da doença de Parkinson é a perda de expressão facial, resultado da rigidez muscular. Exercícios como os da ginástica facial podem ajudar o paciente na recuperação dos movimentos das sobrancelhas ou boca.

4- Vida social

Em decorrência das limitações físicas que se desenvolvem progressivamente, o portador de Parkinson pode sofrer um abalo psicológico e até apresentar um quadro de depressão. Para evitar a apatia no paciente, é recomendado que ele continue a fazer todas as atividades de antes, mesmo demorando um pouco mais de tempo e deve, também, ser estimulado a participar de atividades sociais e interagir com amigos. Essas relações são essenciais para a qualidade de vida.

5- Produtos facilitadores para as AVDS

Para os portadores de Parkinson coisas que pareciam simples e de fácil execução, se transformam em difíceis tarefas no dia a dia. Os produtos facilitadores foram pensados para auxiliar em algumas limitações tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho, e executar necessidades pessoais tornando-se mais confortável e segura as tarefas rotineiras.

Veja alguns produtos que possibilita que os idosos tenham maior independência e qualidade de vida:

- Talheres, com Cabos Largos: são mais práticos na hora de segurar.

- Borda interna para pratos: possibilita colocar a comida no talher utilizando apenas uma mão.

- Tubos Facilitadores Multi-Uso: auxiliam as pessoas a segurar objetos

- Apoio Bilateral para Copos: A alça facilita a preensão e a torna confortável.

- Lupa Retangular Retrátil com Iluminação: facilita a visualização durante a leitura de bulas de remédios, documentos, livros, jornais entre outras do cotidiano.

- Abridor de Potes Anti-derrapante: proporciona uma abertura confortável, menos esforço para abrir e fechar os potes.

- Adaptação Para Botão e Zíper: Menos esforço e mais independência para abotoar roupas e fechar e abrir zíper.

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